Presidente da Oi reafirma a Bernardo que controle não será vendido à PT

29/01/2013

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, recebeu, nesta terça-feira (29), o presidente da Oi, José Mauro Carneiro da Cunha, que assumiu o cargo interinamente na semana passada, após demissão do executivo Francisco Valim. “Nós falamos sobre o setor, sobre Copa e licitação da faixa de 700 MHz”, disse o ministro. "Ele confirmou o interesse da operadora em participar do leilão do dividendo digital", assinalou.

Cunha, por sua vez, disse que esteve com o ministro para passar uma mensagem de continuidade na administração da operadora. Mas se recusou a falar sobre informações divulgadas na imprensa, segundo as quais, a Portugal Telecom estaria comprando o controle da operadora. “Nossa posição sobre isso está nasnotas divulgadas ontem”, afirmou o executivo, que ocupava a presidência do conselho de administração da operadora.

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Ontem, a Oi e a Telemar soltaram notas informando que receberam comunicação da prestadora portuguesa, reafirmando que “não existem planos que contemplem a compra de controle ou a realização de uma oferta pela Oi por parte da PT”, mesma posição divulgada por ela no final de semana. Cunha disse que não há possibilidade de sua efetivação no cargo. “A contratação de novo presidente está em curso e eu não tenho controle dele”, disse. Bernardo disse que chegou a perguntar sobre o que considera “boato”, da compra do controle da Oi pela Portugal Telecom, e ouviu novamente que a informação não procede. “Qualquer comunicação desse nível deve ser enviada primeiro para CVM [Comissão de Valores Mobiliários], como é exigido por lei. Essa boataria não ajuda em nada”, disse.

O ministro não quis fazer avaliação do desempenho econômico da operadora. “Nós só fazemos a avaliação das companhias, por meio da Anatel”, afirmou.

Já a Anatel informou que não tem notícias de negociação entre a Oi e a PT. Mas informou sobre uma cláusula no contrato feito entre as duas operadoras, quando a companhia portuguesa comprou participação da brasileira. “No documento, há uma cláusula de preferência de compra à PT, caso algum dos atuais acionistas decidam vender suas partes”, disse o conselheiro Jarbas Valente.

Fonte: Lúcia Berbert - TeleSíntese

 

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