06/03/2013
A América Móvil, controladora da Claro, Embratel e NET no Brasil, anunciou o investimento de R$ 1 bilhão para o lançamento do cabo submarino AMX-1, que conectará sete países e onze pontos de destino com o objetivo de elevar a capacidade de tráfego de suas subsidiárias. O projeto terá como parceiro tecnológico a Alcatel- Lucent.
A companhia informou que o AMX-1 irá permitir novos serviços de telecomunicações como, por exemplo, aplicações em 4G, transmissão de TV em alta definição (HD), nuvem corporativa, videoconferência, multimídia avançada, aplicativos de vídeo móveis, entre outros.
.Com 17,5 mil quilômetros, o novo cabo submarino estará instalado em rota que sai da América do Norte, atravessa a América Central e chega ao Brasil em três pontos: Fortaleza (Praia do Futuro), Salvador (Praia da Pituba) e Rio de Janeiro (Praia do Recreio). Além de contornar a maior parte da costa brasileira, interligará Miami e Jacksonville (Estados Unidos), Barranquilla e Cartagena (Colômbia), Puerto Plata (República Dominicana), Cancun (México), San Juan (Porto Rico) e Puerto Barrios (Guatemala).
O AMX-1 utilizará a detecção coerente em sistemas DWDM (Dense Wavelenght Division Multiplexing) de longo alcance e que permite a transmissão de dados em ondas de luz por meio de fibras ópticas, sendo que cada sinal é capaz de enviar até 80 diferentes canais em um único par de fibra. O sistema está preparado para a transmissão de 100 Gigabites por segundo (100 Gb/s) por canal, com capacidade final de tronco de 30 Terabites por segundo (30 Tb/s), o que significa 45 vezes mais recursos que os cabos submarinos hoje utilizados pelo grupo.
Além de agilizar a comunicação com os Estados Unidos e demais países da região, o AMX-1 cria mais uma via alternativa de conexão, aumentando a disponibilidade nos onze pontos de destino e funcionando como uma terceira via de escoamento do tráfego de dados e internet, tanto no Brasil como no exterior.
O AMX-1 terá cabo otimizado OALC-4 da Alcatel-Lucent com fibra submarina coerente (CSF), repetidores, unidades de ramificação e terminal de linha submarina da Light Manager (LM) 1620, tendo a flexibilidade única de Multiplexador Óptico (Optical Add and Drop - OADM) para incrementar a conectividade entre os países das Américas. O LM 1620 já foi projetado para suportar comprimentos de onda de 10 Gb/seg, 40 Gb/seg e 100 Gb/seg sobre a mesma plataforma, permitindo o aumento de capacidade com separação flexível de canais e sem interrupção de tráfego.
Fonte: TeleSíntese
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