23/05/2013
Principal programadora de TV paga do país, a Globosat aposta no crescimento do público que assiste vídeos sob encomenda pela Internet, mas ainda não acredita em se desvencilhar das parcerias tradicionais com as operadoras de telecomunicações.
“É algo que avaliamos, mas não vemos no curto prazo a possibilidade de nos tornarmos um OTT puro. Temos um relacionamento muito positivo com as operadoras, com ótimos resultados, e não queremos prejudicar isso”, afirma o diretor de novas plataformas da Globosat, Gustavo Ramos, mencionando os serviços “over the top”, daí OTT, que trafegam pela Internet.
A programadora já tem diferentes aplicativos que permitem assistir conteúdos de seis (sete a partir da próxima semana) canais da grade relacionados com programas “on demand”. Apesar de esses apps estarem disponíveis, o acesso só é possível para assinantes de algum pacote de TV por assinatura.
Nas contas de Ramos, que participou nesta quarta-feira, 22/05, do painel Telebrasil 2013, cerca de 500 mil clientes assistem os conteúdos pela Internet – quantidade que a Globosat acredita triplicar até o fim deste ano, para cerca de 1,5 milhão. Mesmo assim, insiste que partir para a oferta direta, independentemente dos pacotes firmados com operadoras, não está nos planos – mesmo com a concorrência chegando através desses próprios ‘parceiros’, visto que as teles estão lançado ofertas de “video on demand”.
“No Brasil, não tem ninguém ganhando dinheiro com VOD [video on demand]”, diz o diretor de novas plataformas. Além disso, explica, a Globosat ainda não tem um sistema eficaz para medir a audiência na Internet de forma a ‘vender’ isso para os anunciantes – que é onde está a verdadeira receita. “Temos que acertar essa métrica primeiro”, completa.
Fonte: Luís Osvaldo Grossmann - Convergência Digital
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