Hispamar prepara-se para o lançamento de mais um satélite em dezembro

28/10/2013

Com demanda aquecida não apenas no mercado brasileiro, mas também em diferentes mercados latino-americanos, a Hispamar reposiciona seu foco para esses vizinhos e prepara-se para aumentar sua capacidade satelital. Com crescimento de 17% ao ano e o faturamento nas Américas já maior do que na Europa a empresa prepara-se para lançamento de três novos satélites, além do reposicionamento de mais um. Conforme Sérgio Chaves, diretor comercial nacional da empresa, está previsto para dezembro deste ano o lançamento do Amazonas 4a, outro aparelho totalmente em banda Ka. Recentemente, lançou o Amazonas 3, o primeiro a operar no Brasil em banda Ka, e foi lançado com a capacidade totalmente vendida. A banda Ka exige antenas de recpeção bem menores e tranporta muito mais bits.

Segundo Chaves, em 2015 vem o satélite Amazonas 4b e em 2016, o AG1. Além disso, a empresa aguarda pela autorização da Anatel para reposicionar o seu Amazonas 1. Esta licença só deverá ser analisada após o leilão de venda das novas posições orbitais, cuja consulta pública foi lançada pela agência, mas ainda sem data para a entrega das propostas. Licitação, assinala Chaves, que contará com a participação da Hispamar.

América Latina

Segundo o execuivo, os projetos de inclusão digital que estão sendo lançados pelos governos latinos - principalmente na Colômbia, Equador e Chile - estão ampliando em muito a demanda por capacidade de transponders nos satélites. A empresa pretende ficar com uma fatia dessas encomendas. Na Colômbia está para ser lançada a licitação do governo para a contratação de 4,2 mil pontos de acessso. Lá, o acesso à internet passou a ser um direito de todo o cidadão, e o governo está contratando os recursos de telecomunicações para garantir este direito.

Apesar do foco no mercado latino, o Brasil continua a ser o principal mercado do grupo, que é comandado pela europeia Hispasat, principalmente devido ao uso intensivo pela Oi, uma das sócias do grupo. Segundo Chaves, a contratação, pela Oi, de outro satélite que não o da Hispamar para atender ao seu serviço de TV paga via satélite, ocorreu porque seus satélites simplesmente não tinham como atender ao pedido. "A contratação dos satélites para o serviço de TV paga não está vinculada ao número de assinantes, mas sim à oferta de conteúdo. Quanto mais canais, mais HD, mais TV, maior é a procura por capacidade satelital", explicou. Com faturamento de 200 milhões de euros por ano, a América-Latina, já representa 54% deste total, sendo que o Brasil é responsável por 70% deste quinhão.

Fonte: Miriam Aquino - TeleSíntese

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