15/03/2013
A lista de empresas que estão oferecendo IPTV no Brasil é curta. Telefônica e Oi contam com um punhado de clientes do serviço em São Paulo, no caso da primeira, e no Rio de Janeiro no caso da segunda. Em breve, porém, uma empresa desconhecida da maioria dos brasileiro se juntará a este seleto grupo. A Life Telecom já está nos últimos acertos da solução de IPTV e espera dar início à oferta da IPTV no interior de São Paulo no segundo semestre com perspectivas de chegar a 12 mil assinantes.
Tradicionalmente uma provedora de internet, a Life vem evoluindo à medida que se consolida a oferta combinada de serviços de dados, voz e TV. No ano passado, obteve autorização para prestar o serviço de telefonia fixa nas cinco cidades onde atua, na região de Marília. No final de 2012, saiu a autorização para a prestação de serviço de TV paga, o Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que será oferecida em cima da rede de fibra óptica que compreende os municípios de Marília, Garça e Pompéia.
“Para continuar competindo neste mercado, precisamos oferecer o combo e serviços modernos. Nossa expectativa é conseguir oferecer ao cliente um serviço melhor, com mais flexibilidade e sem deixar o preço defasado”, explica Oswaldo Zanguettin Filho, diretor da Life, para complementar: “é uma engenharia financeira complexa.”
Em busca de reduzir custos em sua oferta de banda larga, a Life optou por negociar Links juntamente com outros pequenos provedores de internet regionais. “Ao negociarmos volumes maiores, melhoramos o preço”, diz Zanguettin, que espera ansiosamente a chegada da rede da Telebras em sua região, o que espera que aconteça ainda este ano.
Além disso, a empresa tem negociado com outros provedores a interligação de redes para troca de tráfego e gerar economia. A lógica de buscar o apoio de outras pequenas empresas para ganho de escala também aconteceu para o projeto de IPTV da Life, ao optar pela compra de conteúdo por meio da NeoTV. “Estamos em uma campanha para que outros operadores passem a fazer parte da NeoTV e assim cada vez mais ganharmos em volume”, diz Zanguettin.
A expectativa da operadora regional é iniciar a operação comercial em julho, se tudo ocorrer como o previsto. Neste momento, Zanguettin finaliza o processo de escolha da solução de IPTV entre Cianet, Via Access Orca e Very Matrix. O fornecedor do set-topbox só virá com essa decisão em mãos, sendo que a Life avalia a possibilidade de trabalhar com um equipamento mais simples, concentrando as gravações dos usuários em seu sistema de storage. “Já estamos fazendo testes há um ano e meio com essa tecnologia que nos permitiria oferecer essa solução para o clientes mas ter um investimento centralizado na rede”, explica o diretor.
No plano de negócio da Life, há previsão para conquistar 12 mil clientes de IPTV, em oferta combinada com banda larga por meio de FTTH. Atualmente a operadora conta com 7 mil usuários de internet e 2 mil clientes de telefonia fixa. “Nossas metas são bastante factíveis. Hoje oferecemos 20 Mega, mas está no nosso roadmap chegar até 100 Mega”, esclarece Zanguettin.
Expansão das redes e ganhos de escala
Assim como todas as empresas do setor de telecomunicações, a Life telecom está ciente da necessidade de ganhar escala para sobreviver em um universo de grande competição e margens em queda. Está nos planos da operadora expandir sua rede de fibra óptica para mais algumas cidades do entorno, onde atua.
O desafio está no modelo de financiamento. Até agora, a empresa construiu sua infraestrutura com recursos próprios, mas pretende buscar agora outra forma de financiamento. Uma das opções é via BNDES. “conseguir financiamento para um projeto pequeno é difícil, a gente sabe. Mas, apesar disso, sentimos boa receptividade e estamos otimistas”. Outra alternativa, aponta o diretor, é buscar financiamento com os próprios fornecedores de equipamentos e a Life tem avaliado esta alternativa.
O plano de negócio da Life Telecom é de longo prazo, vai até 2017. Até lá, a operadora pretende estruturar o que Zanguettin classifica como “um belo projeto”. Questionado se haveria interesse em buscar um investidor externo ou a venda do negócio – uma vez que as negociações pela GVT mostraram que há interesse neste segmenot no país – o diretor apenas afirma: com um negócio bem estruturado em mãos, será possível avaliar alguns caminhos.
Fonte: TeleSíntese
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